segunda-feira, 19 de dezembro de 2011

Gente,

Há muito tempo não escrevo e espero chegar às palavras. Ou chegarem. Me perdoem pela falta ou excesso de cuidado e principalmente por essa inexperiência que agora é evidente. Ser eu e escritor é instantâneo, o que me resta são resquícios de um passado que não foi - se formos sinceros. Quanto à isso, me [des]contento com um poste singular, um apenas para encher o blogue de luz rala e amarelada. A sinceridade do trato cético que firmei com meu passado escritor é a mesma que me impede de escrever. Eu acho q msm assim e bom fomentar a vontade. Por que não responder alguém com fome? As letras são comidas, a sede de beber até pingos de chuva [os mesmos que escorrem no fundo de garrafa]. É o que me faz lutar pelo lugar do ser cero. O início de tudo, então, vem da mentira ou da verdade? Eu me engano ao escrever, pois não sou da escrita e, sobretudo, nunca fui. Mas escrevo sabendo que a sinceridade não pode ser um terreno seco, cheio de impulsos mortos. Fico sem saber, portanto, qual o fim do ciclo: um thiago que não serve para escrever porque não escreve porque não serve porque não. Confuso? estou. está. É a minha cabeça no lugar. Porém nada me impede de dizer: voltaire voltará. Tenho o direito de falar tudo aquilo que rompe o acordo vil entre o início e o fim das minhas negações e condutas cíclicas. Por enquanto a escrita em si já me satisfaz como uma multidão em protesto dentro de mim - a manutenção, mesmo que agressiva ou inocente, da praça do meio do mundo é sempre necessária.

Alguém vem de lá carregando a bateria de dúvidas que eu alimento [watts?] e para em minha frente. Fecho a mala verde ou continuo?